domingo, 15 de maio de 2011

Hoje

Um domingo esquisito. O céu abre e fecha as comportas sem saber o que faz, eu penso.
Decida-se! Ou chove... ou faz sol!
A máquina do tempo, do clima, da vida, anda meio fora do ritmo. Tudo se confunde, dia e noite não fazem muito sentido.
Apenas os intervalos entre o ontem e o amanhã.
Se houver amanhã...
Rio e lembro de uma antiga professora que, nos meus catorze anos leu e disse: "Discípula de Schopenhauer"!
E fui descobrir quem era aquele... E não parei mais de tentar descobrir.
Talvez essa minha busca, um dia, tenha fim. E o que vou encontrar?
Hoje não sei. Amanhã, talvez?

Sei lá...

Há muito que não vinha aqui.
Talvez só eu mesma pense em vir aqui...
E venho, nem sei porque. Antes tudo tinha uma razão de ser, até eu!
Hoje apenas sinto-me um instrumento para a sobrevivencia de duas vidas às quais não dei a luz.
São meus pequenos faróis, que iluminam uma estrada escura, tão sombria e triste...
Preciso ser forte, preciso voltar a mim mesma!
Sou, na melhor das hipóteses, tudo o que elas tem...
Preciso ser alguém!
Preciso SER para elas!
Preciso!