Teoricamente, o genro é aquele cara que surge na vida da gente, só para levar a filha que deixou de ser menina...
Teoricamente, o genro é aquele cara que entra na sua casa e vai se acomodando, tomando conta de espaços tão íntimos e vira tudo do avesso...
Teoricamente, o genro é aquele cara que come todos os salgadinhos que você programou usar amanhã...
Mas aí me surge uma pessoa diferente do clichê...
Menino educado, maneiras até refinadas, inteligente e meio palhaço... ele traz salgadinhos e pergunta de qual eu gosto... Ajuda até a lavar a louça...
Fui me acostumando com sua presença, entendendo que gosta da filha que agora se prepara para nova fase de vida e que respeita o meu modo de viver...
Se o genro apresenta alguns traços de imaturidade, isso é compensado pela capacidade de ouvir, dialogar e aceitar críticas ou sugestões.
Aquele cara que eu acreditava ter vindo para tirar algo que me é tão querido, tão amado a despeito dos desentendimentos do dia-a-dia, veio trazer a presença agitada e curiosa da juventude, passando a fazer parte da minha vida, como se tivesse estado comigo desde há muito...
Esse genro, em especial, é um amigo que veio fazer parte da minha vida.
É um cara que acrescentou uma pedrinha colorida no mosaico que a vida me fez construir e a quem só posso dizer... seja bem vindo!
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Um comentário:
Olá,
Obrigada pelas palavras dedicadas à mim. Bom, cá estou eu novamente me identificando com seu cotidiano. Também tenho um genro maravilhoso, é como se fosse um filho pra mim. Tivemos problemas no começo mas hoje é como se ele sempre tivesse estado entre nós. Como o tempo passa rápido. Ontem eu apresentava namorados à meus pais e hoje já casei uma filha. Mas não gostaria de voltar, nem mudar nada. Somos o resultado daquilo que vivemos, e gosto de quem sou hoje, com os 59 anos, olheiras, rugas e todo o pacote completo, inclusive a experiência.
Prometo voltar pra dar uma olhada em um novo texto.
Beijos.
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