Aposentada, voce dedica esse novo tempo a redescobrir o prazer de coisas que não tinha tempo ou vontade de fazer....
Estou uma verdadeira desocupada, não tenho hora para dormir ou acordar.
Vagueio pela Internet, descubro que gosto mais do que pensava, viajo um pouco por esse vasto e, às vezes louco, mundo virtual.
Um site de relacionamentos me trouxe de volta os amigos da faculdade...
São trinta e três anos de recordações... O reencontro é emocionante e descubro sensações antigas mas tão novas...
Tínhamos vinte anos, éramos tão guerreiros e envolvidos com o que aquele tempo nos trazia...
Década de 70, anos duros para todos...
A maioria se perdeu com o tempo, cada qual seguiu seu caminho e depois, num segundo, nos falamos e trocamos fotos de filhos e netos, como se fosse ontem o dia em que estivemos juntos.
As emoções se confundem, as descobertas são muitas...
Muitos, como eu, deixaram a profissão e enveredaram por outros caminhos.
Um é político, outro continua maluco e compõe, tem um boteco, outra sobrevive brava e serena à crueldade de uma doença traiçoeira e há o Guinga, o nosso músico que o mundo saúda como um dos maiores da atualidade... Há os que ainda batalham por uma odontologia que garanta saúde...
Tanta gente que não se reencontra mas aqueles que respondem ao chamado me fazem sentir mais viva, mais capaz de ir em frente e atrelar o carro àquela estrela...
Envelhecemos, temos rugas e muitas histórias vividas. Alguns ainda estão no mesmo lugar. Eu coloquei a mala na cabeça e fui fazer minha história por esse Brasil...mais histórias, mais gente que deixou marcas em meu coração. É tão maravilhosamente estranho e, ao mesmo tempo, reconfortante.
Cada ruga, cada pequena marca é uma página dessa história que não quero apagar.
São as marcas do cotidiano, às vezes duro, sofrido, mas vivido intensamente.
Estou a um passo do que se convenciona chamar de terceira idade... mas o que é primeira ou segunda???
Como definir essas etapas? Apenas pelas marcas físicas? Ou pelos sentimentos e atitudes que as caracterizam?
Para mim não há fronteiras, pois somos hoje o que fizemos ontem.
Não somos um navio com compartimentos estanques mas um novelo que desenrolamos a cada dia...
Que sejamos capazes de mais encontros e reencontros, que não nos deixemos amarrar a clichês...
E hoje quero apenas dizer, com o coração taõ leve..... apenas BOM DIA!!!!
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